#2 – Cuaderno de viaje: Volver a Portugal

Por Elisangela Machieski · Investigadora de Child2Rule

Puente 25 de abril. Fotografía: Elisangela Machieski

A veces pensamos que la investigación avanza únicamente gracias a los documentos. Sin embargo, también se construye a partir de los lugares que habitamos, de las personas con las que conversamos y de los espacios a los que, tarde o temprano, siempre queremos regresar.

Hay lugares a los que siempre se vuelve con una mezcla de alegría y nostalgia. Para mí, Lisboa es uno de ellos.

A comienzos de marzo viajé a Lisboa para participar en el Congreso Internacional Correspondência(s): Os usos de cartas nos Séculos XIX e XX, celebrado en el ISCTE. Allí presenté la ponencia “Cartas al poder: prácticas epistolares infantiles y cultura política en las Dictaduras Ibéricas y en el Estado Novo brasileño”, en la que compartí algunos de los primeros avances de Child2Rule y tuve la oportunidad de debatir con especialistas en historia de la correspondencia procedentes de distintos países.

Pero este viaje significó mucho más que un congreso.

Fue una oportunidad para reencontrarme con lugares que forman parte de mi propia trayectoria como investigadora. Volver a la Biblioteca Nacional de Portugal, caminar nuevamente por Paço de Arcos, recordar tantos días de trabajo entre archivos y, por supuesto, hacer una pausa para disfrutar de un pastel de nata con café, fue una manera de reconectar con una etapa muy especial de mi vida académica.

Portugal sigue siendo uno de esos lugares para mí.


#2 – Caderno de viagem: Voltar a Portugal

Às vezes pensamos que a investigação avança unicamente graças aos documentos. No entanto, também se constrói a partir dos lugares que habitamos, das pessoas com quem conversamos e dos espaços aos quais, mais cedo ou mais tarde, queremos sempre regressar.

Há lugares aos quais voltamos sempre com uma mistura de alegria e nostalgia. Para mim, Lisboa é um deles.

No início de março, viajei até Lisboa para participar no Congresso Internacional Correspondência(s): Os usos de cartas nos Séculos XIX e XX, realizado no ISCTE. Ali, apresentei a comunicação “Cartas ao poder: práticas epistolares infantis e cultura política nas Ditaduras Ibéricas e no Estado Novo brasileiro”, na qual partilhei alguns dos primeiros avanços do Child2Rule e tive a oportunidade de debater com especialistas em história da correspondência provenientes de diferentes países.

Mas esta viagem significou muito mais do que um congresso.

Foi uma oportunidade para reencontrar lugares que fazem parte do meu próprio percurso enquanto investigadora. Voltar à Biblioteca Nacional de Portugal, caminhar novamente por Paço de Arcos, recordar tantos dias de trabalho entre arquivos e, claro, fazer uma pausa para saborear um pastel de nata com café, foi uma forma de me reconectar com uma etapa muito especial da minha vida académica.

Portugal continua a ser um desses lugares para mim.


#2 – Travel notebook: Returning to Portugal

Sometimes we think that research progresses solely through documents. However, it is also built through the places we inhabit, the people we talk to, and the spaces we eventually always want to return to.

There are places we always return to with a mixture of joy and nostalgia. For me, Lisbon is one of them.

At the beginning of March, I travelled to Lisbon to participate in the International Congress Correspondência(s): Os usos de cartas nos Séculos XIX e XX, held at ISCTE. There, I presented the paper “Letters to Power: Children’s Epistolary Practices and Political Culture in the Iberian Dictatorships and Brazil’s Estado Novo,” in which I shared some of the first developments of Child2Rule and had the opportunity to engage in discussions with specialists in the history of correspondence from different countries.

But this trip meant much more than a conference.

It was an opportunity to reconnect with places that are part of my own journey as a researcher. Returning to the National Library of Portugal, walking through Paço de Arcos once again, remembering so many days spent working in archives, and, of course, taking a break to enjoy a pastel de nata with coffee, was a way of reconnecting with a very special chapter of my academic life.

Portugal continues to be one of those places for me.

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